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Quinta-feira, Maio 27, 2004
THIAGO Eu não tenho palavras pra agradecer. Eu posso dizer com toda certeza que voce é um dos meus maiores incentivadores para eu continuar com o blog. Fico muito feliz porque na verdade eu não quero acabar, e encontrar pessoas como voce e outros que tem me icentivado. É maravilhoso!
Obrigada por ter me dado este post inteiro.
ACINDENTE OU FATALIDADE?
Muita gente confunde acidente e fatalidade, achando que são a mesma coisa quando são acontecimentos totalmente opostos.
Acidente é aquilo que não se pode prever ou antecipar. Já a fatalidade é aquilo que é inevitável. Um acidente acontece sem aviso enquanto a fatalidade, sabemos todos, acabará acontecendo mais dia, menos dia.
A morte de Ayrton Senna, em 1º de maio de 1994 durante o GP de San Marino, em Imola, combinou da forma mais perversa e dolorida elementos de acidente e fatalidade.
Como entender que uma emenda em uma coluna de direção, executada pela presumivelmente mais competente equipe de engenheiros e mecânicos da categoria mais tecnicamente sofisticada do automobilismo mundial, poderia se romper em meio a uma curva de alta velocidade? Quem poderia imaginar que o impacto resultante se produziria num ângulo tal a lançar para o alto uma roda presa a uma haste de suspensão que, em dezenas de outras circunstâncias, entraria por debaixo do carro? E quem poderia prever que a haste da suspensão, afiada como um punhal, encontraria o caminho até a borda da viseira do capacete que, naquele dia exato, fora selecionado por seu usuário exatamente por oferecer uma viseira um pouco maior do que o normal?
Temos aí os elementos próprios do acidente. Onde estão os da fatalidade?
Na semana seguinte à morte de Senna, contei, sem maiores esforços, 24 acidentes graves entre 1987 e 29 de abril de 1994, em testes e corridas. A saber:
- Nelson Piquet, Imola, Curva Tamburello/87
- Phillipe Alliot, México/88
- Philip Streiff, Brasil/89
- Maurício Gugelmin, França/89
- Gehard Berger, Imola, Curva Tamburello/89, Brasil/93 e Portugal/93
- Martin Donelly, Espanha/90
- Derek Warwick, Monza/90 e Alemanha/93
- Senna, México/91 e 92 e Alemanha/92
- Michelle Alboreto, Imola, Curva Tamburello/91
- Erik Comas, Alemanha/91
- Riccardo Patrese, Imola, Curva Tamburello/92 e Portugal/92
- Christian Fittipaldi, Monza/93
- Alessandro Zanardi, Bélgica/93
- Michael Andretti, Brasil/93
- J.J.Lehto, Silverstone/94
- Jean Alesi, Mugelli/94
- Eddie Irvine e Jos Verstappen, Brasil/94
- Rubens Barrichello, Imola/94.
Vinte quatro acidentes, dois deles resultando em ferimentos mais graves (Streiff e Donelly), a maioria ficando apenas no susto, quatro deles na mesmíssima curva que acabaria por cobrar a vida de Senna.
Nada, ou quase nada, se fez para incrementar a segurança no período. A ausência de vítimas fatais difundiu uma falsa sensação de segurança, iludindo a Fórmula 1, fazendo-nos crer que poderia haver automobilismo esportivo livre de mortes.
De tanto flertar com esta idéia, de tanto dançar a beira do abismo, de tanto jogar com o perigo, colheu-se uma tempestade inteira no espaço de 24 horas. Primeiro, Roland Ratzenberger, depois Ayrton Senna.
Era fatal, não mais do que fatal, que isso acabasse por acontecer. Os sinais estavam lá o tempo todo mas, cegos pela velocidade, não conseguimos vê-los.
[postado por Lena Bello - 2:13 PM]
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Quarta-feira, Maio 26, 2004
Vai haver uma MARATONA DE REVEZAMENTO Em homenagem ao Ayrton Senna.Quem se interessar é só entrar nesse link:
(Maratona)
[postado por Lena Bello - 1:41 PM]
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____________________________________________ Segunda-feira, Maio 24, 2004 Primeiramente eu queria agradecer a força que eu recebi de algumas pessoas, para não teminar com o blog .
[postado por Lena Bello - 1:52 AM]
____________________________________________ Quinta-feira, Maio 20, 2004 DESISTI
[postado por Lena Bello - 11:44 AM]
____________________________________________ Domingo, Maio 16, 2004 [postado por Lena Bello - 4:04 PM]
____________________________________________ Quinta-feira, Maio 13, 2004 [postado por Lena Bello - 10:06 PM]
____________________________________________ Sexta-feira, Maio 07, 2004 Recebi este e-mail de Rafael Lopes. E vou postá-lo aos poucos.
[postado por Lena Bello - 7:43 PM]
____________________________________________ Quarta-feira, Maio 05, 2004 PERFIL
[postado por Lena Bello - 7:29 PM]
____________________________________________ Terça-feira, Maio 04, 2004 Ayrton Senna: SAUDADE DO MITO
[postado por Lena Bello - 9:21 AM]
____________________________________________ Segunda-feira, Maio 03, 2004 ALGUMAS FRASES DE PESSOAS QUE O ADMIRAVAM.
[postado por Lena Bello - 10:27 AM]
____________________________________________ Domingo, Maio 02, 2004 LUVAS MÁGICAS
[postado por Lena Bello - 9:56 AM]
____________________________________________ Sábado, Maio 01, 2004 Senna, o último grande herói
[postado por Lena Bello - 11:07 AM]
____________________________________________[postado por Lena Bello - 1:00 PM]
MUITO OBRIGADA
Como ele mesmo disse certa vez, é difícil ter amizades num ambiente tão competitivo como o da Fórmula 1. Mas Senna tinha bons amigos, dentro e fora das pistas. Aqui você poderá conhecer um pouco destas amizades e, principalmente histórias de Senna com seus amigos.
Aeromodelos
Um dos primeiros aeromodelos que Senna teve foi um comandado a cabo (o avião é manobrado pelo piloto que o segura por um cabo comprido para não perdê-lo), da categoria U-Control. Depois passou para os modelos mais sofisticados, radio-controlados e que desenvolviam até 150 km/h de velocidade máxima. Praticava sempre em São Paulo ou na fazenda, em Tatuí, com um primo também fanático por aeromodelos. Aliás, depois que apreendeu sozinho a fazer as manobras mais difíceis, como fazer o avião voar de dorso, fazer looping, mergulhos e outros, sua maior diversão era esperar o avião do primo decolar e sair como seu atrás, tentando abatê-lo. Claro que o primo fazia de tudo para escapar do ataque, mesmo porque os aviões custavam cerca de 3 mil dólares. Mas um dia o primo não conseguiu fugir da perseguição e seu avião foi pego no ar pelo pilotado por Senna. Resultado: duas asas partidas, parte da fuselagem arrancada e um buraco enorme no chão provocado pelo aparelho que caiu em mergulho desgovernado. O avião de Senna também não saiu ileso da brincadeira, mas os danos não foram suficientes para que ele o trouxesse de volta, pousando num lugar seguro.
É muito difícil manter um blog, onde as pessoas não tem interesse em visitar.
Eu adoro o Ayrton a muitos anos e achei que fazendo um blog sobre ele despertária o interesse das pessoas, me enganei redondamente.
Bom por enquanto é só, se eu me animar quem sabe eu volte a postar.
TCHAU
Longe das pistas, Ayrton Senna era uma pessoa normal. Se é que um ídolo possa ter vida normal. Depois de cumprir os compromissos com a equipe, imprensa, patrocinadores e fãs, procurava sair rapidamente dos autódromos. Destino: Brasil. Cidade: São Paulo.
Em São Paulo, transformava-se no competente empresário que cuidava dos negócios com a mesma dedicação e preocupação que tinha na F1, como pode ser visto ao olharmos para o sucesso das marcas que criou: o personagem Senninha e a Marca Senna.
Ayrton tinha orgulho de ser brasileiro. E queria fazer mais pelo país. Lançou a semente para a criação do Instituto Ayrton Senna que hoje atende 400 mil crianças e jovens em todo Brasil.
Mas Beco também se preocupava com seu lazer. Fez muitas viagens com familiares, amigos e namoradas para vários pontos do planeta. As férias eram sagradas. Dava-se ao luxo de se afastar das pistas e curtir o mar de Angra dos Reis, refúgio que adorava. Além disso, adorava praticar esportes. Era um esportista nato que mostrava muita habilidade para as corridas a pé, tênis, bicicleta, jet sky e muitos outros. Só não conseguia jogar futebol, apesar de ter tentado algumas vezes.
Fonte:Site Memorial Ayrton Senna
From: "Instituto Ayrton Senna"
To:lenabello27@hotmail.com
Subject: Mensagem Sobre Ayrton Senna
Date:Thu, 13 May 2004 15:58:06-0300
Cara Lena
Obrigado por acessar nosso portal
Recebemos sau mensagem e homenagem sobre Ayrton Senna
Ayrton até hoje é querido por todo mundo.
Com certeza ele deixou saudades daqueles domingos
quando tremulava nossa bandeira no pódio,
mostrando ao mundo que somos, sim, vencedores!
O tricampeão também nos deixou valores que ajudam
a encarar desafios do nosso dia-a-dia: determinação,
superação, orgulho de ser brasileiro, vitória e sonho.
Sua admiração e respeito por Ayrton nos alegram
e também servem como combustível para o trabalho
do Instituto Ayrton Senna junto a 4 milhões de crianças
e jovens, os futuros pilotos deste país.
Nosso muito obrigado por seu carinho eo desejo de que,
a cada dia, você conquiste muitas vitórias, tornando-se,
sempre mais uma campeã na vida.
Equipe Instituto Ayrton Senna
Eu não tenho palavras para agradecer tamanho carinho.
Valeu Instituto Ayrton Senna
Rafael valeu a ajuda
Especial
TUDO SOBRE FÓRMULA 1 E AUTOMOBILISMO
Saudades das alegres manhãs de domingo
Às vésperas de completar dez anos da morte de Ayrton Senna, seu legado continua vivo na memória dos brasileiros
Para falar de Ayrton Senna não seriam necessárias palavras. Bastaria analisar seus números, ver alguns teipes de suas maravilhosas corridas, ouvir o famoso "tema da vitória", tão tocado nas manhãs de domingo. Este perfil é uma tentativa de traduzir todos esses números, todas essas emoções. Mas não existia apenas o gladiador das pistas. Pouca gente conheceu o Ayrton fora das pistas, o "Beco" para sua família e amigos.
Antes de se tornar o famoso Ayrton Senna do Brasil, ele começou a pilotar aos 4 anos de idade, em um kart artesanalmente construído por seu pai, Milton da Silva. Mas não podia competir, já que, na época, a idade legal para competições era de 13 anos. Sua paixão por carros e velocidade já era notória. É o que conta Paulo Casseb, amigo de infância do tricampeão: "Lembro algo que aconteceu quando ele tinha sete anos. O pai dele tinha um jipe, na fazenda, cuidado pelo caseiro que era muito amigo do Ayrton. Um dia, ele dirigiu o jipe sozinho. Ninguém lhe havia ensinado a dirigir e ele estava mudando de marcha sem usar a embreagem. O pai não acreditou no que estava vendo, era tão espantoso! Ayrton não estragou o jipe. Como o veículo era antigo, seria necessário apertar a embreagem muito forte, de modo que Ayrton estava indo da primeira para a segunda, terceira e quarta sem ela.".
Mesmo sendo esse prodígio ao volante, Senna também fazia tudo o que qualquer criança de sua idade fazia. Freqüentar o colégio, por exemplo. A Sra. Maria do Carmo Pacheco foi sua professora na segunda série do primário e fala da emoção de ter sido sua professora: "Ele era um garoto muito tímido, mas soube se soltar porque tinha um estímulo e uma vida paralela com outros interesses ¿ o kart. Na sala de aula, era um aluno muito bom. Não era o número 1, mas sempre tirava notas acima de 80, 90. Tenho uma pontinha de orgulho, pois ele ficou conhecido mundialmente e se salientou no que fazia. Todas as qualidades do herói 'Ayrton Senna do Brasil' deveriam servir de exemplo para todos os jovens de corpo e espírito, para que nosso país prosperasse...".
NOME: AYRTON SENNA
APELIDO: BECO
DATA DE NASCIMENTO: 21/03/1960
ALTURA: 1,76
PESO: 70kg
NÚMERO DO SAPATO: 40
SIGNO: ÁRIES
PAIS: NEIDE E MILTON
IRMÃOS: VIVIANE E LEONARDO
CUIDADOS ESPECIAIS:PESSOAIS - COM A PELE TINHA ALERGIA ATÓPICA.
COMIDA QUE MAIS GOSTAVA: ARROZ, FEIJÃO, BIFE E BATATA FRITA; MACARRÃO AO SUGO. MAS ERA INDISPENSÁVEL UMA BOA SALADA DE ALFACE.
NÃO GOSTAVA:CARNE DE PORCO , QUIABO E JILÓ.
ESTILO DE MÚSICA:PHIL COLLINS, MILTON NASCIMENTO, TINA TURNNER, ENYA, QUEEM.
ESTILO QUE NÃO GOSTAVA: ROCK METAL.
ESPORTE:JET SKY, AEROMODELISMO, TÊNIS E CORRIDA. QUANDO CRIANÇA ANDAVA TAMBÉM DE CARRINHO DE ROLEMÃ (BICICLETA E ETC).
HOBBY: PESCAR.
VIAGENS: RIO ARAGUAIA, QUANDO MENINO, PARA ELE A MAIS EMOCIONANTE.
MANIAS:ÓCULOS DE SOL, CINTOS E CALÇADOS.
"Chegou. Depois de dez anos de espera e de suposições, primeiro de maio de 2004 chegou. Há dez anos a Williams FW16, número dois, se chocava contra um muro na curva Tamburello, em Ìmola, Itália. A F-1 via ali o fim de uma era, a era Senna. Que saudade. E que pena. Pena de quem tinha dois, três ou quatro anos de idade em 1994 e tem apenas uma vaga lembrança de quem era aquele brasileiro do capacete amarelo que brilhava intensamente nas pistas do mundo e não sabe o quão prazeroso era assistir, vibrar e torcer por Ayrton Senna. Engraçado notar que o Senna que morreu em 1994 se tornou o mito Ayrton dez anos depois. O sobrenome ainda é bastante lembrado, mas grande parte dos torcedores ao se referir ao piloto hoje em dia o chama, qual um afago na própria memória, pelo primeiro nome, Ayrton. Simplesmente. É a prova do grau de intimidade que o piloto conseguiu ter com os brasileiros. Fazia, fez e sempre fará parte da minha, da sua vida. Dez anos depois são inúmeras as suposições sobre o futuro de Senna se não houvesse a Tamburello: e se ele ainda pilotasse, o que seria de Schumacher hoje? Um piloto bi ou tricampeão, quem sabe, eu responderia. Porque por mais recordes que Schumacher bata, jamais completará uma primeira volta como a "maior volta de todos os tempos da F-1" em Donington, 1993. Jamais fará uma corrida como a do Japão, em 1988, quando o carro engasgou na largada e Senna viu sua pole se transformar em um 17º lugar e essa dificuldade se tornar uma vitória e um título. Porque Schumacher jamais terá o genial Alain Prost na mesma equipe, com o mesmo equipamento e, ainda assim, travar duelos inesquecíveis. Porque Schumacher jamais vencerá uma corrida em sua terra natal somente com uma marcha nas últimas dez voltas e, ao cruzar a linha de chegada, comemorará com urros e lágrimas tão intensas dentro do cockpit. Jamais duvide do que Ayrton Senna ainda seria capaz se não encontrasse a Tamburello em seu caminho. Jamais. Porque Senna ainda vive nos milhares de corações brasileiros, nas milhares de lembranças de uma ou outra corrida, ultrapassagem, vitória ou título. Vive por tudo que foi, tudo que deixou e por transcender a este mundo. Vive porque deixa imensas saudades nas manhãs de Domingo, especialmente. Dez anos depois, ao pensarmos no acidente, ainda nos dá um aperto no peito e perguntamos "por quê logo ele?" Grandes saudades, campeão. Deus sabe o que faz."
Este texto eu tirei do blog do Pedro Henrique.
http://www.papodabola.blogger.com.br/
Valeu Pedro!!
¿A maior marca do Ayrton, pra mim, era a obstinação e a busca constante pela perfeição¿
Renato Maurício Prado, ex-correspondente de Fórmula 1
¿A valorização do ser humano no Brasil seria, sem dúvida, o testamento que Senna teria escrito se isso fosse possível¿
Milton Coelho da Graça, ex-correspondente de Fórmula 1
¿Ele era realmente um sujeito com o coração verde e amarelo¿
Celso Itiberê, jornalista
¿Era um rapaz fantástico, de bom caráter, boa índole, de bom coração. Chato, ranzinza, divertido, alegre, abusado ¿ ele juntava tudo¿
Galvão Bueno
¿O Ayrton permanece aqui, e vai permanecer para sempre¿
Sid Mosca, designer de Ayrton Senna
O cuidado e o carinho da mãe do Ayrton ficou claro no Globo Réporter de sexta feira.
"Dona Neyde tem um cuidado especial com as roupas e luvas que Ayrton usou.
Muitas vezes ele joga as luvas fora. Eu ia lá e catava. Um dos pares está incompleto só com a mão direita, porque ele era canhoto e a esquerda se acabou, conta a mãe de Ayrton.
Uma particularidade: muitas vezes, eu remendei luvas que ele achava macias e estavam de moldadas. As luvas novas o incomodavam, escorregavam , revela dona Neyde".
Há uma década, o Brasil e o mundo choravam a morte do mais veloz e corajoso piloto de Fórmula 1 da história.
Há uma década, o Brasil e o mundo sentem falta do sorriso vencedor, da determinação e da coragem de um campeão que inundou de orgulho e esperança os corações de milhões de brasileiros. O acidente fatal na curva Tamburello, em Ímola, que matou o tricampeão mundial Ayrton Senna completa hoje 10 anos. São 10 anos de saudade. De comovidas lembranças que não conseguem diminuir a força da memória desse paulistano, nascido no dia 21 de março de 1960, no bairro da Bela Vista. Do início no kart, passando pelo difícil aprendizado nas pistas da Inglaterra, até a vitoriosa carreira na mais poderosa categoria do automobilismo, Senna foi sempre um exemplo de dignidade e, acima de tudo, amor às cores do Brasil. Nas manhãs de domingo, ele foi a personificação do orgulho nacional, derrotando austríacos, franceses, ingleses e italianos nas pistas da Europa. Na casa deles. Senna era imbatível na chuva. Foi apelidado de Mister Mônaco, depois de vencer seis vezes no mais charmoso circuito da F-1. Estava à vontade entre príncipes e princesas. Era um cavaleiro das pistas. Um guerreiro indomável. Em nada parecia com o inquieto Ayrton Senna que saiu do boxe em Ímola, no dia 1º de maio de 1994, preocupado com a suspensão da Williams e triste pela morte, um dia antes, do jovem estreante, o austríaco Roland Ratzenberger. Poucos minutos depois, o Brasil e o mundo perdiam seu campeão. Senna não completou a Tamburello. O sonho e a alegria ficaram para sempre no muro. Nesse dia, o medo venceu a esperança.
Fonte: O Dia