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Sexta-feira, Agosto 27, 2004
"SENSACIONAL, REPLAY NO JAPÃO"
"Já tive muitos momentos felizes na minha carreira, como a conquista do primeiro título, em 1988, ou a emoção incrível da vitória em Interlagos este ano. Agora, este terceiro título é muito especial, conquistado em uma luta limpa e justa contra um carro melhor que o meu. Enfim, a melhor temporada de todas de que participei.
O esforço da Mclaren, da Honda e da Shell em busca de inovações importantes também teve um papel decisivo nesta conquista. Um claro exemplo disso é o motor, desenvolvido em menos de um mês, contrabalaçando a deficiência do chassi. No combustível, foi conseguida uma fórmula que aumentava consideravelmente a potência do nosso V 12, impedindo que a diferença de desempenho aumentasse.
No Japão, tivemos nossa primeira novidade aerodinâmica desde o GP de Ímola, no final de abril: um bico novo, mais longo, baixo e estreito, garantindo uma melhor pressão aerodinâmica com menos asa e equilibrio maior. Nas curvas de alta velocidade, como aquela em que Mansell saiu, por exemplo, pude comprovar a eficiência das alteracões.
Eu vi todo o acidente do Mansell pelo retrovisor e sou obrigado a admitir que não fiquei triste. Na hora, pensei: "Agora sim, posso correr do jeito que gosto, com o pé no fundo para vencer". Eu só pensava no título. Logo depois, o Ron Dennis, diretor da nossa equipe, disse pelo rádio que eu deveria pensar no campeonato de construtores também. "Droga", pensei. Afinal, aquela era a oportunidade que eu tanto esperei para me diverti. Continuei correndo para vencer.
Não há melhor maneira de conquistar um título mundial do que vencendo o GP, como fiz no Japão em 1988.
Eu estava bem perto disso quando o Ron voltou a falar pelo rádio. Mesmo sem escutar direito, entendi que ele estava pedindo para eu trocar de posição com o Berger, que vinha em segundo. Pedi para ele repetir a mensagem e, mais uma vez, não ouvi nada. Resolvi tirar o pé e deixar o Gerhard passar.
De qualquer modo, senti que era hora de retribuir ao meu companheiro de equipe todo esforço que ele fez para me ajudar. Doeu tenho que admitir. Eu gosto de vencer. Mas o Berger merecia também.
O companheirismo, profissionalismo e respeito com quem trabalhamos me satisfaz e me dá segurança para a próxima temporada. E vou lutar pelo título de 1992 desde já, acreditando que a minha melhor temporada ainda está por vir".
Ayrton Senna
novembro de 1991
fonte: 4 Rodas
edição: 376
postado por Lena Bello - 2:04 PM]
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Terça-feira, Agosto 17, 2004
"CORRI TRANQUILO NA ITÁLIA"
"Spa-Francorchamps é o meu circuito favorito - pelo traçado com subidas, descidas e curvas que exigem muito do piloto. Sem falar que lá venci em 1985, 88, 89 e 90 e fui pole três vezes. Não esperava repetir a dose este ano , pois nosso carro não evoluiu
o suficiente para bater os Williams e tive os mesmos problemas de câmbio que enfrentei em Interlagos. Por sorte o Mansell já estava fora com problemas eletrônicos em seu câmbio semi-automático. O importante, para mim, era pontuar na Belgica.
Mesmo com problemas, esse câmbio das Williams é um equipamento muito sofisticado-chega a ser uma "corvardia". Ele dá ao FW 14 alguns segundos por volta, já que ,quando voce muda de marcha,o motor já sai no giro. Existe uma margem de segurança, estabelecida, pelo fabricante, para que isso não comprometa a performace. No semi-automático a margem é menor e o motor não sai de giro, aumentando a aceleração. Essa "desvantagem" foi diminuida com o novo motor Honda que usamos na Bélgica, equipados com válvulas de altura variável, controladas eletrônicamente.
Na Itália, já corri mais tranqüilo. A vitória na Bégica me colocou na confortável posição de não precisar mais vencer. Com cinco corridas para final o máximo de pontos que o Mansell poderá ganhar será cinquenta. Terminando exatamente atrás dele - como ocorreu em Monza - e repetindo a dose até o final da temporada, somarei de 99 a 101.
Mas,a cada corrida que passa, a pressão sobre mim aumenta. Os outros não podem parar. Têm de terminar na minha frente,
e vencer tornou-se fundamental. Sei que ainda temos problemas serios com o equilibrio do carro - muito sensivel, principalmente
em pistas onduladas. Isso compromete muito o desempenho dos pneus durante a prova, exatamente como em Monza.
Depois que as duas Williams haviam me ultrapassado na entrada da chicane Ascari, eu decidi entrar nos boxes.Não havia
a menor condição de brigar por posições. Pelo rádio me disseram para continuar, mas insisti. Estava certo. Com meus pneus novos, consegui ganhar posições e conquistei 6 pontos preciosos na luta do meu 3º título. Quando voces estiverem lendo esta coluna,
o campeonato provavelmente estará decidido. E eu espero que já tenha sido a muito tempo - e a meu favor.
Ayrton Senna
outubro de 1991
fonte: 4 Rodas
edição 375
postado por Lena Bello - 10:09 PM]
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Segunda-feira, Agosto 09, 2004
SENNA POR SENNA
Abaixo estão algumas opiniões de Ayrton Senna.
Sobre a Vitória:
"Ganhar é como uma droga, pelo menos, é isso que eu acho. As sensações, o prazer que tenho quando ganho - é isso que me faz continuar".
Ficar em Segundo Lugar:
"Não consigo, em circunstância alguma, justificar ficar em segundo ou terceiro lugar, sabendo de antemão que se fazendo o que deveria ser feito. Sim, é verdade que pode haver uma eventualidade em que alguém consegue melhores resultados porque estamos um pouco mal preparados. Mas, quando se tem muito tempo para fazer o nosso trabalho, e para nos prepararmos convenientemente então é uma situação que não aceito facilmente".
A Mente do Piloto:
"Uma coisa que acontece nas nossas vidas como pilotos, é que fazemos muitas coisas num curto período de tempo. Então temos de viver de forma muito intensa. E, ao viver muito intensamente, as coisas andam muito rápido, tudo acontece muito rápido. E a dificuldade está em fazer sempre tudo bem".
Empenho:
"Num meio tão competitivo, empenho é essencial. Empenho - ou se tem ou não se tem. Mas, com certeza tem que se ter empenho perto dos cem por cento, ou dos noventa por cento, ou mesmo perto dos oitenta por cento. É uma questão de carácter, de personalidade, de alvo, de desejo de se conseguir algo, acreditar naquilo que se faz, como se gostaria de realizar as expectativas, os sonhos. Isto não é apenas diferente de pessoa para pessoa, varia também de dia para dia".
Emoções de um piloto de F1:
"A vida seria muito chata sem sensações, sem emoções. E há sensações que só nós podemos experimentar. Na nossa profissão, temos os carros, temos os chefes de equipe, temos toda uma série de pessoas que fazem parte do nosso meio. Mas, naturalmente, o interesse principal está na personalidade do profissional que conduz o carro. é uma profissão única e privilegiada, mas é também cheia de tensões".
"Ganhar, bater um recorde, perder, passar uma curva a uma velocidade que poucos segundos antes julgávamos impossível, falhar, sentir-se com sorte, sentir raiva, entusiasmo, tensão ou dor - só nós é que podemos ter esta sensação em toda a sua intensidade."
"Ninguém mais consegue, considerando que, na nossa profissão, lidamos muito com o ego , com o perigo, com a nossa saúde, não dia após dia, mês após mês ou ano após ano, mas segundo após segundo. É uma experiência única".
Sobre o Casamento:
"Uma das coisas a que dedicarei o meu tempo no futuro. Será o aumento da minha família, com uma mulher e filhos. Acontece na vida de todos".
Sobre os fãs:
"Nós entramos em milhões de casas, pela televisão e as pessoas sentem que estão perto de nós. Mas, ao mesmo tempo estão longe, muito longe. Elas não fazem a mínima idéia do que somos na realidade. Sonham em assistir às corridas ao vivo ou em verem um de nós, e provavelmente se tivessem oportunidade veriam que somos apenas pessoas, que não há nada de mágico".
Sobre companheiros de equipe:
"O único com quem tive problemas foi com o Alain Prost. Com os outros tivemos algumas diferenças de opinião, mas sempre nos respeitamos. Tive como outros companheiros, Berger, Andretti, Hakkinen, Elio de Angelis, Johnny Dumfries, Nakajima. Quando olho para trás, vejo que sempre me dei bem com todos eles, exceto com um.
Sobre a Reconciliação com Prost em Adelaide 93:
"Com todas as diferenças, os problemas que tivemos, somos ambos homens do desporto, ambos Campeões Mundiais, ambos adoramos correr. Penso que o que aconteceu, deve ser deixado como está. Demonstrou os meus sentimentos e os dele também. A reconciliação foi algo que só foi possível naquele momento".
Religião e Vulnerabilidade:
"É uma realidade na minha vida. Acho que, para os que compreendem e apreciam isto e para os que a olham de forma positiva e construtiva, é qualquer coisa que vale a pena. Não interessa o número de vezes em que tentamos e as pessoas a usam de maneira diferente, mesmo para nos magoarem. Há sempre um preço a pagar, mas eles estão a pagar um preço muito mais alto sem saberem o que estão a fazer."
"É difícil, assustador, incomoda falar sobre coisas pessoais, particularmente sobre Deus, porque não se fala sobre Deus a cada momento e em toda a parte. É muito complicado, mas eu tento falar daquilo que experimento e sinto para algumas pessoas, esperando que compreendam e apreciem. Se estou certo ou errado, os outros que decidam. Mas, pelo menos, devem respeitar o que sinto".
"Magoa-me que pensem que, por eu acreditar em Deus, sinto que sou imbatível ou mesmo imortal. O que eu disse, é que Deus me dá força, e que a vida foi um presente Seu, que temos de tratar com muito cuidado".
Sobre o Diálogo com Deus:
"Quando se lê a Bíblia, Ele fala conosco. É ainda mais forte do que se tivermos uma pessoa na nossa frente a falar conosco. Isto não me aconteceu só uma vez, acontece-me muitas vezes".
fonte: Sportmania
postado por Lena Bello - 4:34 PM]
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Quinta-feira, Agosto 05, 2004
"COM MUDANÇAS, MAIS VITÓRIAS."
" Hoje em dia as coisas acontecem tão rapidamente na Fórmula 1 que é praticamente impossível prever como estará o campeonato quando esta coluna for publicada. O ritmo de trabalho da nossa equipe é alucinante e posso dizer apenas que as duas últimas corridas foram de um contraste impressionante.
Na Alemanha, pela terceira vez consecutiva nesta temporada, tivemos problemas com a leitura de combustível no computador e, pela segunda vez seguida,acabei a corrida a pé. Não há palavras para descrever a frustração que senti ao não poder confiar no
equipamento. Mas acredito que estaremos de volta à luta pelo campeonato quando acontecerem algumas mudanças. Na Hungria houve melhoras na tomada de tempo, com a ajuda de Honda e do novo combustível da Shell. Isso colaborou para a posição no grid de largada, mas na corrida usamos praticamente as mesmas armas de outras provas. Apenas regulamos o carro com a menor pressão aerodinâmica possível para ter mais velocidade na reta. Nas curvas isso não era um grande problema, pois não havia pontos de ultrapassagem. E essa tática deu certo. Devido às características da pista, a adaptaçlão de carro foi melhor e a vantagem da Williams não era tão grande quanto em outros GPs.
Em Budapeste, a vitória foi importantíssima para o moral da equipe, com uma estratégia onde falou mais alto a escolha dos pneus. A decisão decorreu de acertos do carro, temperatura e condições da pista. Joguei com o fato de a maioria das curvas do circuito de Hungaroring ser para a direita. A opção por pneus tipo C, mais duros, foi feita em cima disso. Quando a pista ficava escorregadia e o lado esquerdo perdia a aderência, o lado direito, com pneus macios tipo D, passou a ter um papel importante. Confesso que tive receio que a gasolina acabasse. Mas havia uma quantidade extra no tanque, suficiente para cobrir qualquer erro do computador. Felizmente, parece que esse problema também foi resolvido. Agora, resta esperar por avanços.
Queremos alterar a aerodinâmica, mas ainda temos problemas técnicos, estratégicos e logísticos a superar este ano, sem falar na transmissão. O câmbio é muito novo e pretedemos usa-lo o mais breve possível, apesar de na Hungria ter sido impraticável. Se em duas corridas não estivermos brigando de igual para igual, tecnicamente o campeonato estará perdido. Sobre Prost, conversamos muito e concluímos que essa situação de guerra tem que ser mudada. Vamos melhorar."
Ayrton Senna
Setembro de 1991
fonte: 4 Rodas
edição 374
postado por Lena Bello - 1:25 AM]
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Terça-feira, Agosto 03, 2004
ORKUT
Eu queria compartilhar com vocês, que sempre visitam o meu blog e que verdadeiramente gostam do Senna, a minha indignação.
Deve ter no máximo uns três meses eu entrei pro "ORKUT" e vou ser bem sincera é bem legal, tem pessoas ótimas. E procurando comunidades sobre o Senna encontrei uma comunidade chamada "Eu odeio o Ayrton Senna". Voces tem que vê as coisas que eles escrevem, um monte de ofensas e de mentiras. Tudo bem ninguém é obrigado a gostar do Ayrton, mas eu acho que nós devemos no minimo é ter respeito pelas pessoas. E eles não têm, e outra coisa, só aceitam que entrem na comunidade pra falar mal mesmo, eu fui banida e totalmente proibida de entrar pois eu só entrava pra mostrar pra eles que não era bem assim.
Cheguei a passar um e-mail pra rapaz que criou a comunidade, pedindo a ele que deixassem os sennistas (é assim que eles chamam quem gosta do Senna) participar para que houvesse um debate e a propria comunidade ficaria mais interessante, mais não houve acordo, eles só querem mesmo é falar mal.
Bom eu tinha que escrever isso.
postado por Lena Bello - 1:55 PM]
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