AYRTON SENNA

Sobre o blog
Este blog foi criado em memória do maior corredor que o mundo já conheceu, Ayrton Senna. Serão postados textos e imagens, curiosidades e detalhes sobre a vida dele. Se você quiser colaborar enviando textos ou fotos, contacte-me pelo email.

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Terça-feira, Janeiro 25, 2005

UM AYRTON GENIAL!


É impossível ouvir o tema da vitória e não lembrar de Ayrton Senna.
A melodia nos anunciava um domingo mais feliz, com o triunfo de um campeão, que se tornou um herói brasileiro. Ayrton Senna conseguiu um feito raro ao associar o domingo com o automobilismo. Quase que por uma característica sociológica, no Brasil, o domingo sempre foi o dia do futebol. Mas quando Senna entrava na pista, os brasileiros trocavam o gramado pelas pistas. O assunto não era mais o pênalti, o escanteio, o tiro de meta, a falta, o impedimento, o gol. Os 140 milhões de
técnicos tornavam-se, também, pilotos. Comentavam com cátedra, termos como grid, pole position, aerodinâmica,
suspensão ativa, telemetria e por aí afora. Durante 10 anos, desde que Senna se apresentou ao mundo com aquela Tolemam branca em 1984, a F-1 nunca mais foi a mesma para nós brasileiros e para o mundo de uma forma geral. Por uma década, Ayrton Senna esteve dentro de um carro de F-1 e foi crescendo como um Tsunami, a onda gigantesca que engole tudo o que tem pela frente. O mundo de Ayrton Senna parecia se resumir dentro de um cockpit. Foi o mais obstinado dos pilotos por vitórias e recordes. Faça chuva ou faça sol, Senna foi sempre o mais audacioso. Corria com a genialidade dos prodigiosos e a coragem dos destemidos. Senna se alimentava da velocidade e respirava os milésimos de segundos que buscava superar nos treinos e corridas. Como um médico, tinha uma obsessão por dissecar e entender cada peça que movia os bólidos da F-1. Senna não se
limitava apenas a dirigir, ainda que suas mãos mágicas fossem hábeis a ponto de levar carroças ao pódio, como cansou de fazer no início da carreira. Senna era um profissional que acompanhava todos os processos de uma escuderia. Conhecia em detalhes o projeto dos carros ao desenvolvimento dos motores à evolução tecnológica. Ayrton Senna da Silva caminhava para se tornar o maior vencedor da história da F-1. O sonho acabou há exatos 10 anos na curva Tamburello, no autódromo de Ímola na Itália. O impacto da Willians de Senna, que se espatifou no muro naquele primeiro de maio de 1994, interrompeu
não apenas a carreira de um piloto brilhante. O acidente trágico deixou uma nação inteira órfã. Junto com Senna, morreu um pouco da alegria que o brasileiro se acostumou a desfrutar aos domingos. O legado de Ayrton Senna da Silva,
no entanto, ficará para sempre. Com Senna, todos nós pudemos sentir um gostinho a mais de sermos brasileiros, com muito orgulho.


postado por Lena Bello - 10:34 PM]



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Sexta-feira, Janeiro 07, 2005

TAL TIO, TAL SOBRINHO.



Eu não poderia passar desaparcebida dianta de uma novidade dessa, o sobrinho do nosso grande campeão, nas pistas de corrida.
Por ser um SENNA LEGÍTIMO , abrirei um excessão e vou começar a dar noticias dele, de vez enquando, sem sair é lógico do objetivo do meu blog, que é homenagear o meu ídolo.


Bruno Senna
Filho de Viviane, Bruno, faz o sobrenome Senna voltar as pistas. E, se Nelson Piquet pode ter um filho (Nelsinho) caminhando para a F-1, porque Senna não teria um descendente direto fazendo parte do mundo do automobilismo? O jovem Bruno Senna, aos 20 anos, disse que gostaria muito de seguir do kart para a F-1, mas precisa primeiro convencer o avô Milton e a mãe Viviane a retirarem o embargo imposto depois da morte de Ayrton. Viviane preferiu não comentar sobre os caminhos de Bruno, mas será difícil controlar as vontades do jovem, que diz ter no sangue o amor pela velocidade. A ida para as pistas foi tardia, talvez pela pressão familiar, talvez pelo peso do nome. Começou no kart aos 18 anos, quando o normal é iniciar com 12 ou 13 anos.

BRUNO, já havia ganhado destaque no final de outubro ao conduzir uma Lotus que havia sido pilotada pelo tio, no fim de semana do último GP do Brasil, no autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Eu só lamento o Ayrton não estar vivo para participar deste momento.

postado por Lena Bello - 5:37 PM]



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Terça-feira, Janeiro 04, 2005

VOLTA HISTÓRICA!


11 de abril de 1993. Chovia em Donington Park, sede da terceira etapa do campeonato daquele ano. Alain Prost e Damon Hill faziam a primeira fila, comprovando o amplo domínio da Williams. Na largada daquele GP da Europa, Prost completou a primeira curva na liderança, Hill manteve sua posição e Michael Schumacher, da Benetton, acabou bloqueando Ayrton Senna, quarto no grid, o que permitiu a Karl Wendlinger (Sauber) ultrapassar os dois e pular para terceiro.

A partir daí começava o que muitos classificaram como a primeira volta mais impressionante da história do automobilismo. Na curva Redgate, o brasileiro superou Schumacher e logo depois, Wendlinger, por fora. Na Coppice, ultrapassou Hill. Quase no final da volta, no grampo, Senna pôs de lado seu McLaren e ganhava a liderança da prova ao passar Prost.

Senna abriu uma vantagem de sete segundos, que ficou estabilizada. O tempo estava incerto: parava de chover, os pilotos trocavam os pneus para slick; voltas depois, mais precipitação e movimentação nos pits.

A McLaren não fazia frente às Williams, mas nem Prost nem Hill conseguiam alcançar Senna. Quase no final da corrida, Ayrton resolveu entrar nos pits. A equipe não estava preparada para a troca de pneus. O brasileiro seguiu e cravou a melhor volta. E conquistou sua 38ª vitória. "Senna fez uma prova antológica, uma das melhores da sua carreira, cheia de tática e de 'força' de condução", classificou a revista "Autosport", na época.

postado por Lena Bello - 10:25 AM]



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