AYRTON SENNA

Sobre o blog
Este blog foi criado em memória do maior corredor que o mundo já conheceu, Ayrton Senna. Serão postados textos e imagens, curiosidades e detalhes sobre a vida dele. Se você quiser colaborar enviando textos ou fotos, contacte-me pelo email.

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Segunda-feira, Março 21, 2005

21 DE MARÇO DE 2005
UM DIA COMUM PRA MUITA GENTE, UM DIA COMO OUTRO QUALQUER.
MAS PARA NÓS FÃS DO AYRTON SENNA É UM DIA DIFERENTE.
É LUGAR COMUM DIZER QUE ELE HOJE FARIA 45 ANOS.
E EU COMO FÃ ARDOROSA, QUERIA TER PASSADO POR ESSE DIA SEM POSTAR NADA SOBRE ISSO
PORQUE PRA MIM É PIOR DO QUE SUA DATA DE FALECIMENTO, POIS LEMBRAMOS QUE HOJE SEIA UM DIA DE FESTA E DE MUITA ALEGRIA. MAS NÃO IRIA CONSEGUIR DORMIR SEM ESCREVER UMA LINHA SE QUER.


Muito lindo!

Em homenagem a essa data vou postar na íntegra uma declaração do pai do Ayrton a revista 4 rodas.

Sempre gostei de automobilismo. Como o Ayrton era fanático por karts, resolvi me transformar em pai-projetista e construi um para ele. Um brinquedo que, com o passar dos anos, acabaria sendo o lado mais sério da vida dele. Na época, eu tinha a Metalúrgica Universal, no bairro do Tremembé, em São Paulo. Improvisei o projeto com base nos que eu via em fotos, porque jamais tinha tido um kart nas mãos. O trabalho, totalmente artesanal, levou seis meses, peça por peça, uma eternidade para o Ayrton, que estava contando os dias, ansioso para ter o carrinho.

Os freios já eram a disco, mas o motor foi adaptado de uma máquina de cortar grama de 3 cvs. Era normal, portanto, que o kart tivesse pequenos problemas técnicos. Ficou um pouco alto do chão, o banco tinha inclinação limitada e a relação entre o motor e a cremalheira ficou longa. Em conseqüência, havia pouca força na arrancada, mas chegava a 60 km/h de velocidade final. Mesmo assim, a gente se preocupava, pois apesar de só ter 4 anos, ele acelerava no limite. Um justificado medo paterno, porque ele pilotou aquele kartinho dos 4 aos 9 anos, sem nenhum problema.

Nos preocupávamos em levá-lo para lugares sem trânsito nem circulação, como num antigo loteamento na saída da rodovia Fernão Dias. E como o Ayrton tinha uma porção de amigos, eu juntava a molecada, colocava os karts num caminhão e supervisionava a brincadeira nos finais de semana. Aos 9 anos, comprei um kart oficial da Mini, a marca do Mário Carvalho. Ainda me lembro que era muito bonito e fora feito para o Emerson Fittipaldi, já com freios dianteiros e muito aerodinâmico.

Na época, estava sendo feita a Marginal do Tietê e era lá, nos trechos pavimentados ainda fechados ao trânsito, que ele treinava. Quando fez 13 anos, chegou a hora de levá-lo para competir na categoria de estreantes e novatos. Aniversariou em 21 de março e em julho já participou do Torneio de Inverno, em Interlagos. Ganhou as duas provas e o torneio de estréia.

A bandeirada foi dada pelo Tchê, o técnico que preparou os seus motores enquanto ele competiu no kart brasileiro. Foi a primeira vitória oficial, mas antes disso, ainda aos 9 anos, o Ayrton competiu numa prova amistosa de rua, em Campinas. Não esqueci que fui eu e não ele, que tremeu naquele dia. Me assustei quando vi mais de trinta kartistas, todos mais velhos. As posições de largada foram definidas por sorteio, cabendo ao Ayrton o número 1. Fiz de tudo para ele não entrar na pista. Retirei a inscrição e guardei o kart. A insistência foi tamanha que acabei concordando, mas como uma exigência: Não na pole position, e sim em último.

Também perdi essa parada. Bom... pensei, seja o que Deus quiser. Eram quarenta voltas. Ele largou na frente e foi mantendo a liderança enquantou eu, nervoso, torcia para a corrida terminar. Já estava na 35ª volta e os demais pilotos aumentavam a pressão, mas ele nem tomava conhecimento, seguia firme, fazendo tomadas, fechando a porta e me fazendo sofrer. De repente, num trecho complicado, ouvi um estrondo, vi a poeira levantar e ele sumir. Sai correndo para o local, pensando: mataram o moleque. Mas foi só um susto. Quando cheguei na curva ele já estava de pé, sacudindo a poeira.

Como o Ayrton continuava fanático por tudo o que tinha motor, resolvi montar uma oficina completa na minha casa. Foi ali que ele aprendeu a tornear, a inventar mil e uma no seu kart. Varava o dia inteiro e, se deixasse, a noite, montando e desmontando os seus karts. Era difícil fazê-lo desligar da graxa e mandá-lo para a cama antes da meia-noite. Eu, como já disse, gostava muito de automobilismo e ele era muito bom nessa arte. Acho que por isso havia uma grande motivação recíproca. Mas havia uma filosofia nesse brinquedo: a de que ele extravasasse toda a sua energia de jovem no kart e não em outras coisas. Outro local que o Ayrton adorava era a fazendo que nós tínhamos em Goiás. Pequeno ainda, aos 7 anos, adonou-se do jipe que tinha lá.

Mal alcançava os pés nos pedais, mas passava o dia inteiro levando os vaqueiros para todos os cantos da fazenda. Ele aprendia muito rapidamente porque tinha a escola do kart. E o menino que inicia no kart leva uma grande vantagem, pois vai cuidar do físico, abster-se de beber, fumar e passar a dormir mais cedo. Enfim, vai seguir a filosofia da preparação para competir num esporte muito exigente. E se transformar em um indivíduo capaz de fazer cavalo-de-pau, se necessário, mas habilitado para evitar um acidente. O Ayrton Sempre encarnou essa filosofia. Levou muito a sério a pilotagem, fez dela sua profissão de corpo e alma. Por isso é o tricampeão que todo o mundo elogia.


Milton Guirado Theodoro da Silva - pai de Ayrton Senna da Silva


Essa entrevista foi veículada em maio de 1995, ou seja, por ocasião do primeiro aniversário de sua morte.

postado por Lena Bello - 11:23 PM]



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Sábado, Março 19, 2005

PILOTO DE FÉ



Para entender Ayrton Senna, não basta conhecer o filho dedicado, o homem discreto e o piloto e empresário de sucesso. É preciso conhecer também seu lado místico e cristão, que, apesar de conhecer de perto a ganância da Fórmula 1, não dispensava sua bíblia, que o acompanhava sempre.

Em 1988, após o GP do Japão, fez uma declaração que surpreendeu todo o mundo. Segundo Senna, no final da corrida que lhe daria o primeiro título mundial, havia visto Jesus Cristo. Essa foi uma das poucas vezes em que o piloto se mostrou por inteiro, sem medo de se expor.

"Eu estava pedindo a ELE pela vitória. DEUS me deu um campeonato de luta, conquistado na penúltima prova do ano, como todo piloto sonha. Era um presente enorme. Mesmo orando, eu estava super concentrado, me preparando para uma curva longa, de 180 graus, quando vi a imagem de Jesus. Ele era tão grande, tão grande... Não estava no chão. Estava suspenso, com a roupa de sempre, uma luz em volta. Seu corpo inteirinho subia para o céu, alto, alto, oculpando todo o espaço. Ao mesmo tempo em que tinha esta incrível imagem, eu guiava um carro de corrida. Guiava com precisão, com força... É de enlouquecer, não é? É de enlouquecer."

postado por Lena Bello - 10:12 PM]



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Terça-feira, Março 15, 2005

Bom, eu devo uma explicação aos meus fiéis leitores sobre o template.
Tinha eu encomendado um template personalizado para o meu blog, só que a pessoa para qual eu fiz a encomenda me deixou na mão.
Conclusão estou sem template.
Mas tudo bem, eu ainda gosto bastante desse.


Tenho novidade pra voces, o sobrinho do Ayrton Senna, Bruno Senna, comentou no blog, fiquei muito feliz e lisonjeada.




AUTO-RETRATO

"A Natureza me ajuda a pensar, a analisar os erros e os acertos. Falta muita coisa. Afinal
, só tenho 33 anos. É verdade qia sempre tive o que quis na vida. E acho que será sempre assim.
Nesse ponto sou privilegiado. Amo a minha família, tenho poucos mas bons amigos."


"Enfim, eu sou um cara que, pelo menos até agora, deu certo. Tenho
consciência de tudo que me cerca e procuro manter os pés no chão. O
importante para uma pessoa que convive com a fama é ter equilibrio
emocional em tudo o que faz. Habituei-me a analisar cada momento da
minha vida, do trabalho ao lazer, da convivência fraterna com a família
e os amigos à curtição da natureza. É uma terapia inigualável saber ursufruir-la"


"Aprendi a conviver com a natureza. É meditando ao ar livre que planejo o meu futuro
,analisando o que fiz de mau para corrigir, Eu me reciclo diante da terra
, do mar , do sol e da lua(...). Sou perfeccionista e isso é bom numa
profissão como a minha..."


"Considero o facto de que estou numa profissão em que pelo menos a cada duas semanas
minha imagem é jogada pela televisão dentro das casas de milhões de pessoas no mundo inteiro"

"Eu resisto aos momentos ruins como posso. Os bons curto."

Ayrton Senna

postado por Lena Bello - 11:37 PM]



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