Este blog foi criado em memória do maior corredor que o mundo já conheceu, Ayrton Senna. Serão postados textos e imagens, curiosidades e detalhes sobre a vida dele. Se você quiser colaborar enviando textos ou fotos, contacte-me pelo email.

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Sábado, Maio 28, 2005

PROMOTOR ITALIANO PEDE ARQUIVAMENTO DO CASO SENNA



Um promotor público italiano pediu nesta quarta-feira que o julgamento por homicídio culposo sobre a morte de Ayrton Senna seja arquivado devido à expiração do prazo para que acusações fossem formalizadas, informou a agência de notícias Ansa.

Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1, morreu em 1º de maio de 1994 após bater seu Williams durante o Grande Prêmio de San Marino, no circuito de Ímola, na Itália.

O diretor técnico da Williams, Patrick Head, e o ex-projetista do time, Adrian Newey, agora na McLaren, foram absolvidos da acusação de homicídio culposo em um julgamento em 1997, e o veredicto foi mantido em uma corte de apelações de 1999.

Entretanto, a corte mais alta da Itália ordenou em 2003 que o caso fosse examinado novamente devido a "erros materiais" no processo de apelação envolvendo termos técnicos legais.

O novo julgamento foi aberto na quarta-feira na cidade de Bolonha, e o promotor público Rinaldo Rosini imediatamente pediu para o caso ser fechado devido ao estatuto de limitações, que significa que o prazo expirou para que acusações fossem formalizadas.

Os advogados de Head e Newey anteriormente haviam indicado que não pediriam um arquivamento, dizendo que essa ação abalaria a reputação de seus clientes.

Promotores italianos acreditam que Head e Newey autorizaram mudanças perigosas no carro de Senna, que o levou ao acidente fatal, colocando-os em parte como responsáveis pela morte. A equipe Williams sempre negou tal acusações.
fonte:Terra.com


Em Bolonha (Itália), Adrian Newey, foi absolvido da acusação de homicídio involuntário pelo Tribunal de Apelação.


Acho que indguinação é a palavra correta pro sentimento de revolta que estou sentindo.
E ainda dizem que só no Brasil se cometem injustiças.
Acho que essas fotos falam por si só.







A única coisa que temos certeza é o que está escrito na lápide do Ayrton.
"NADA´PODE ME SEPARAR DO AMOR DE DEUS."

postado por Lena Bello [5:57 PM]



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Quarta-feira, Maio 25, 2005

Ecclestone: Piquet vetou Senna na Brabham em 1983



Em entrevista ao jornal britânico "The Independent", o chefão Bernie Ecclestone revelou que a famosa desavença entre Nelson Piquet e Ayrton Senna começou quando o carioca vetou a entrada do então novato paulista na equipe Brabham, em 1983.

Segundo Ecclestone, que na época era o dono da escuderia, Piquet se sentiu ameaçado e convenceu o patrocinador do time de que não seria bom ter dois pilotos do mesmo país. "Eu estava interessado em Ayrton porque ele estava indo muito rápido. Tivemos um encontro após um teste dele pela Brabham, no fim de 1983. Ele correu com o carro campeão BT52B em Paul Ricard e voltou para Londres comigo em nosso Learjet", contou Ecclestone.

"Como pessoa, me tocou imediatamente a sua grande autoconfiança e o fato de ele obviamente saber do que era capaz. Ele também pareceu uma pessoa extremamente simpática. Eu sabia que Nelson chamou Ayrton de 'motorista de táxi'. Mas todos nós podíamos ver o potencial dele. Eu soube que Ayrton seria bom porque Nelson era tão contrário! No fim, acho que Nelson acertou com a Parmalat, nosso principal patrocinador, e os convenceu de que um brasileiro no time era suficiente e que seria melhor ter um italiano como segundo piloto".

O colega de Piquet na Brabham em 1984 acabou sendo o italiano Riccardo Patrese. Senna foi contratado para a temporada pela pequena equipe Toleman.

postado por Lena Bello [8:38 PM]



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Domingo, Maio 01, 2005

HOJE 1 DE MAIO, 11 ANOS SEM O NOSSO AMADO AYRTON SENNA,
MAS NÃO VAMOS LEMBRAR DA TRAGÉDIA E SIM DE DOIS MOMENTOS
HILÁRIOS NA VIDA DO NOSSO GRANDE CAMPEÃO.



Ninguém entendeu quando a Veraneio perua Chevrolet num dia qualquer de 1970 passou em frente à uma casa num balneário paulista levantando poeira do chão e, aparentemente, sem motorista algum no volante. Um pai aflito esfregou os olhos para confirmar que não estava sonhando antes de flagrar o filho sentado no banco esticando-se todo para olhar o caminho à frente. Como as pernas curtas do menino não alcançavam os pedais, ele trocava as marchas sem pisar a embreagem, escutando o ronco do motor para fazer a mudança no tempo certo. "O moleque havia pego a Veraneio escondido do pai e, como era pequeno, a gente não o via no banco do motorista. Parecia que o carro estava andando sozinho. Ele tomou uma bronca e ficou de castigo para não repetir a travessura", conta a irmã Viviane. O menino tinha dez anos e se chamava Ayrton Senna da Silva. Sonhava ser o maior piloto de todos os tempos.



Outra história interessante sobre Senna, nos é contada por Galvão Bueno: " Ayrton, mesmo reservado, era uma pessoa muito divertida. Uma vez, em Portugal, o Ayrton estava hospedado num lugar chamado Quinta da Marinha e passei lá para conversar antes de irmos para o autódromo. Fomos em dois carros. Antes, ele perguntou o caminho que eu ia fazer e respondi que voltaria para Cascais, dali entraria no Estoril e pronto. Ele disse: 'Ih, rapaz, que besteira! A gente sai aqui na direção do Faro, do Guincho, pega uma serra e quando descer já sai no autódromo'. Eu falei que não conhecia o caminho e ele me garantiu que era só ir atrás dele. Eu fui. Nas ruas, na estrada, ele foi mandando o cacete, e eu atrás. Chegando na serra, era uma coisa assustadora: parede de um lado, precipício do outro. Ele começou a acelerar cada vez mais e eu fui me apavorando. Pensava: não posso perder ele de vista, porque se ficar sozinho não sei onde estou. Nunca andei tão rápido na minha vida. O que ele fazia eu fazia - até um ponto em que não deu mais e ele sumiu. Aí dei numa encruzilhada. E agora, vou para a direita ou para a esquerda? Pensei: esse cara fez de propósito. Se mandou e estou perdido aqui no meio desse Portugal. Escolho uma direção, vou à toda, e de repente ouço uma buzina, uóóóó, quando vejo no retrovisor um carro preto crescendo na minha direção. Olha que eu já estava andando o que imaginava que qualquer cidadão do mundo pudesse andar, mas ele me passou por fora numa curva, deu um cavalo-de-pau e parou de frente para mim. Morrendo de rir. Ele tinha se escondido atrás de uma moita, me deixou passar e me alcançou lá na frente. Isso foi em 1985, três dias antes de ganhar a primeira corrida dele, na Lotus.


São esses momentos que devemos guardar na memória.

postado por Lena Bello [2:37 PM]



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